A taxa de desemprego subiu para 14,3% na quarta semana de agosto. Foi o maior patamar já registrado pela Pnad Covid, divulgada hoje pelo IBGE. Quando a medição começou, em maio, a taxa de desocupação era de 10,5%

Em relação à terceira semana de agosto, houve um acréscimo de 1,1 milhão de pessoas no número de desocupados, que agora totalizam 13,7 milhões de pessoas.

O que explica essa alta? A coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira, diz que o crescimento se deve tanto às variações negativas da população ocupada quanto ao aumento de pessoas que passaram a buscar trabalho.

“No início de maio, todo o mundo estava afastado, em distanciamento social, e não tinha uma forte procura [por emprego]. O mercado de trabalho estava em ritmo de espera para ver como as coisas iam se desenrolar. As empresas estavam fechadas e não tinha local onde essas pessoas pudessem trabalhar. Então, à medida que o distanciamento social vai sendo afrouxado, elas vão retornando ao mercado de trabalho em busca de atividades”, analisa a pesquisadora.

Outros destaques da pesquisa:

  • Ocupados afastados do trabalho por causa das medidas de isolamento: 3,6 milhões
  • Ocupados trabalhando remotamente: 8,3 milhões

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