Por Yereth Rosen

ANCHORAGE, Alasca (Reuters) – O governo dos Estados Unidos, do presidente Donald Trump, anunciou na segunda-feira que concluiu seu plano para abrir vastas áreas no território do Alasca Ártico, antes protegidas, para a exploração de petróleo.

A decisão, que vai liberar mais terras no oeste de North Slope, faz parte de uma série de medidas favoráveis à produção de petróleo tomadas pelo governo Trump em seus últimos dias. Ela ocorre pouco antes de um leilão dos direitos de exploração da Reserva Nacional de Vida Selvagem do Ártico (ANWR, na sigla em inglês), no leste de North Slope, marcado para quarta-feira.

A Agência de Gestão de Terras dos EUA divulgou seus plano para a Reserva Nacional de Petróleo do Alasca (NPR-A), uma faixa de terra de 9,3 milhões de hectares no oeste de North Slope. O plano, assinado em 21 de dezembro pelo secretário do Interior, David Bernhardt, permite a concessão sob padrões mais flexíveis.

A NPR-A é o principal local de produção de petróleo do Alasca, com média de 466 mil barris por dia (bpd) em 2019, segundo dados do Departamento de Energia dos EUA.

O plano permite a exploração de petróleo em cerca de 80% da reserva. Sob leis do governo de Barack Obama, cerca de metade da reserva estava liberada para concessão, com a outra metade sendo protegida por razões ambientais e indígenas.

Ainda não está claro se a disponibilização da área vai aumentar a produção de petróleo do Alasca, que atingiu um pico de 2 milhões de bpd há mais de 30 anos. Uma lei aprovada em 2017 abriu a ANWR, que faz fronteira com o Canadá, para concessões ao setor petrolífero.

O plano do governo Trump permite arrendamentos no lago Teshekpuk, maior lago do Alasca Ártico e um paraíso para aves migratórias e animais selvagens. O local possuía proibições a concessões desde o governo de Ronald Reagan.

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