Muitas empresas podem ter comemorado um pouco cedo demais a data de reabertura do comércio e shoppings centers em São Paulo. Como esses setores estão incluídos na fase 2 de reabertura, o entendimento inicial era de que poderiam já abrir as portas a partir de 1º de junho. Mas não é bem assim.

Como assim? O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, disse hoje que começa a receber as propostas de reabertura dos setores no dia 1º de junho. Essas propostas então serão analisadas pela secretaria de Trabalho e Vigilânca Sanitária.

Essas propostas têm que considerar um protocolo de saúde que será determinado por um decreto municipal que ainda não foi publicado. Covas disse que a publicação deve acontecer até o dia 1º de junho.

“Esses setores precisam apresentar para a Prefeitura de São Paulo, protocolos de saúde, de higiene, de testagem, regras de autorregulação, regras pra fiscalização, políticas de comunicação dessas regras, e proteção aos consumidores e funcionários. Os setores precisam vir discutir com a prefeitura de que forma será essa reabertura”, disse Covas.

Como os setores entenderam sobre a data de reabertura? Há divergências de entendimento. Veja o que os representantes disseram para o 6 Minutos:

Shoppings centers

A Abrasce (Associação brasileira de shoppings centers) entende que o funcionamento, com restrições, está liberado a partir de 1º de junho. “A Abrasce esclarece que os estabelecimentos de São Paulo estão preparados para voltar a funcionar a partir do dia 1º de junho, nas regiões liberadas pelo Governo do Estado”, diz.

A Abrasce diz ainda que criou um protocolo de recomendações junto à área de Consultoria do Sírio-Libanês, com o objetivo de orientar os estabelecimentos para este momento de reabertura. “São mais de 20 medidas que visam, dentre outras iniciativas, ao reforço na higienização e de proteção para todos os visitantes dos empreendimentos.”

Mas administradoras de shoppings entendem que isso depende da aprovação do protocolo de saúde. Para a Ablos (Associação Brasileira dos Lojistas Satélites), a data ainda não está definida.

Comércio

A ACSP (Associação Comercial de São Paulo) criticou a confusão em torno dessa data, que gera insegurança para empresários do setor. “Nunca vi tanta confusão. Ontem, disseram textualmente que seria dia 1º e agora não é mais isso”, disse Marcel Solimeo, economista da ACSP.

Já a FecomercioSP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) entende que já dá para abrir as portas a partir do dia 1º. “Os setores incluídos na fase 2 já podem funcionar, mas sob forte fiscalização e seguindo protocolos de segurança, como uso de máscaras, distanciamento mínimo, oferta de álcool em gel”, afirmou a assessora econômica Kelly Carvalho.

O que a prefeitura diz sobre essa confusão de datas? Procurada, ainda não se manifestou.

 

 

 

No plano d

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