SÃO PAULO (Reuters) – A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publicou nesta quarta-feira que indeferiu o pedido de registro de companhia aberta da empresa especializada em recuperação de crédito Paschoalotto, o que na prática inviabiliza sua oferta inicial de ações (IPO).

A negativa do regulador não dá detalhes sobre a negativa. Frequentemente, ela acontece após pedido da própria empresa, quando considera que o momento do mercado não é adequado para levar a operação adiante. Só neste ano, 11 companhias já desistiram de seus IPOs na B3 devido à volatidade do mercado.

A Paschoalotto havia pedido registro para IPO em outubro, com planos de buscar recursos para financiar planos de expansão, de olho no mercado de dívidas em atraso, que tende a crescer no Brasil na esteira da crise provocada pela pandemia da Covid-19.

A companhia com sede em Bauru, interior paulista, pretendia usar os recursos com a venda de ações novas para investir em crescimento orgânico e para adquirir rivais, enquanto sócios da empresa também venderiam participação no negócio, incluindo um fundo da Gávea Investimentos, que investiu na companhia em 2015.

(Por Aluísio Alves)

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