A Volkswagen não vê a produção de carros nos Estados Unidos voltando ao normal antes do segundo semestre de 2022, principalmente depois do aumento do número de casos de covid na Malásia, que trouxeram uma nova rodada de dores de cabeça ao setor.

“Acredito que a produção não vai estar normalizada antes do segundo semestre do próximo ano. Normalizada no sentido de conseguir produzir todos os carros exatamente da forma como queremos”, afirma Scott Keogh, CEO da Volkswagen dos Estados Unidos.

Isso tudo por causa da crise de semicondutores, que cortou a produção mundial de carros e deixou as empresas com menos modelos disponíveis à venda, mesmo com aumento da demanda pelos consumidores.

A montadora precisou suspender a produção dos modelos Taos e Tiguan na planta do México e está usando chips que seriam destinados ao Passat, modelo que vende menos, para suprir a falta para o Atlas SUV, que dá mais lucro à companhia, e é produzido em Chattanooga, cidade no Tennessee.

A expectativa da montadora é contratar ainda mais funcionários para a planta de Chattanooga, segundo Johan De Nysschen, COO da Volkswagen. Apesar das dificuldades impostas pela pandemia ao setor, a empresa acredita que o gerenciamento de estoques deve mudar.

Os estoques menores fizeram com que os preços dos carros explodissem e diminuíssem os gastos com incentivos, o que aumentou a margem de lucro das empresas. O cenário e a reformulação de alguns modelos ajudou a montadora a voltar a ter lucro nos Estados Unidos no ano passado, depois de oito anos no negativo.

Quando a crise de semicondutores diminuir, a Volkswagen planeja manter um número de carros menores nos pontos de venda, porque isso se mostrou mais lucrativo tanto para os vendedores como para a montadora.

“Não vamos voltar a ter de 100 a 120 dias de estoque. Hoje as pessoas trabalham com 30 a 40 dias e está funcionando bem. Algo entre 40 e 50 dias seria perfeito”, afirma Keogh.

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