Governos ao redor do mundo provavelmente irão enfrentar mais cortes nos ratings de crédito, uma vez que o custo econômico do coronavírus continua cobrando seu preço, afirmou a S&P Global nesta segunda-feira (11).

O que aconteceu? A S&P revisou 90 países, dois terços deles desde o começo de março, rebaixando a nota ou cortando a perspectiva em quase metade dos casos.

Atualmente, a S&P atribui perspectiva (outlook) negativa a 25 países –na prática um alerta de rebaixamento–, ante apenas seis com perspectiva positiva e 104 com outlook estável.

Qual é a avaliação da S&P sobre o momento? “Acreditamos que mais ações negativas sobre rating são possíveis”, escreveram dois analistas seniores da S&P em um novo relatório, estimando que o déficit médio dos governos neste ano seria em torno de 6,3%.

“No médio e longo prazo, poderemos ver se acumular pressão negativa nos ratings, mesmo para alguns dos ratings que reafirmamos, se observarmos os efeitos da pandemia se tornarem estruturais e com probabilidade de implicações negativas a longo prazo, o que tornaria a recuperação dos quadros fiscais mais lenta que o esperado.”

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