O Brasil registrou o primeiro caso de vazamento de chaves Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central. A partir de duas contas do Banese (Banco do Estado de Sergipe) foram realizadas consultas aos dados de 395 mil chaves Pix.

Segundo a Kaspersky, empresa internacional de cibersegurança, os criminosos devem usar as informações vazadas para aplicar golpes muito mais sofisticados, já que eles possuem dados confirmados sobre correntistas bancários.

“Os criminosos têm acesso agora às informações sobre onde essas chaves PIX estão cadastradas, ou seja, conhecem a instituição bancária em que as pessoas possuem conta bancária. Em vez de fazer golpes genéricos, é possível criar um golpe mais convincente”, diz Para Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky.

Mesmo que dados sensíveis, como senhas bancárias, detalhes sobre movimentações ou saldos bancários, não tenham sido divulgados, o risco de golpe continua existindo.

Nem o Banco Central nem o Banese informaram ainda quantas pessoas foram atingidas pelo vazamento de chaves Pix nem de quais bancos elas são clientes. A única informação é que elas serão notificadas do incidente pelo aplicativo do banco.

“É muito importante que estas pessoas fiquem alertas e desconfiem de mensagens recebidas por e-mail, SMS ou redes sociais”, afirma Assolini.

A Kaspersky alerta que há número de celulares entre as informações vazadas e que esta combinação (celular + dados bancários) pode trazer prejuízos na forma de um golpe muito popular: o roubo do WhatsApp. “Os criminosos sabem agora qual o tipo da conta que a pessoa tem e podem pedir uma quantia maior para os amigos e familiares de serviços premium. Como sempre há uma taxa de sucesso, a perda financeira será maior nestes casos”, alerta Assolini.

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