As principais ligas de futebol da Europa enfrentam um período turbulento.

A receita despencou devido às restrições para torcedores nos estádios. Emissoras exigem descontos para jogos cancelados em razão do coronavírus. E as equipes, que em tempos normais gastavam grande parte da receita comprando talentos por valores elevados, tinham poucas economias para tempos difíceis.

Devido ao estado precário devido à pandemia de Covid-19, o modelo de negócios do esporte está sob ataque por todos os lados. Os clubes mais ricos do mundo tentam se firmar no topo do esporte, investidores de private equity buscam comprar ativos distressed e negócios rentáveis de direitos de mídia têm sido desfeitos.

“A crise cria oportunidades”, diz Kieran Maguire, professor de finanças do futebol na Universidade Liverpool.

A Liga dos Campeões da UEFA, a competição de futebol mais rica da Europa e um dos eventos esportivos mais assistidos em todo o mundo, é alvo de uma proposta de um grupo que inclui algumas das maiores equipes do setor com o apoio financeiro do JPMorgan Chase, de acordo com uma pessoa a par da situação.

O novo torneio garantiria vagas – e com isso prêmio em dinheiro – para times como Manchester United e Liverpool em vez de exigir que se classifiquem anualmente, segundo a regra da Liga dos Campeões.

Um anúncio formal pode ser feito no final deste mês, segundo a Sky News. Os detalhes, incluindo a lista dos clubes participantes, ainda não foram finalizados e os planos podem não ir em frente, de acordo com a reportagem.

Na Inglaterra, os donos americanos bilionários do Manchester United e do Liverpool propuseram um plano de alívio para times de divisão inferior, cujas receitas desapareceram já que os torcedores foram impedidos de assistir aos jogos. A ideia, porém, veio com um problema: uma reestruturação da governança da Premier League inglesa para dar aos maiores clubes maior voz em sua direção futura e um lugar permanente no topo da pirâmide do futebol da Inglaterra.

A proposta foi rejeitada pela Premier League, mas Maguire acredita que o jogo está potencialmente caminhando para um modelo de franquia americana para o futebol europeu, sem rebaixamento e com divisão de receita mais desigual.

O CEO da Premier League, Richard Masters, que faz campanha para trazer torcedores de volta aos estádios, diz que o futebol inglês está perdendo 100 milhões de libras (US$ 132 milhões) por mês sem eles.

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