(Corrige texto de 24 de fevereiro para esclarecer que empresa desistiu do processo de IPO e não que teve o pedido indeferido pela CVM. Acrescenta declaração da empresa no último parágrafo)

SÃO PAULO (Reuters) – A empresa especializada em recuperação de crédito Paschoalotto desistiu de dar continuidade em um pedido de registro de companhia aberta junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ampliando o número de empresas neste ano que decidiram suspender processo de ofertas públicas de ações.

Só neste ano, 11 companhias já desistiram de seus IPOs na B3 devido à volatidade do mercado.

A Paschoalotto havia pedido registro para IPO em outubro, com planos de buscar recursos para financiar planos de expansão, de olho no mercado de dívidas em atraso, que tende a crescer no Brasil na esteira da crise provocada pela pandemia da Covid-19.

A companhia com sede em Bauru, interior paulista, pretendia usar os recursos com a venda de ações novas para investir em crescimento orgânico e para adquirir rivais, enquanto sócios da empresa também venderiam participação no negócio, incluindo um fundo da Gávea Investimentos, que investiu na companhia em 2015.

Em comunicado, a Paschoalotto informou que “o pedido de desistência do IPO foi uma decisão exclusiva da nossa empresa por entendermos não ser o melhor momento de mercado para seguirmos com a oferta e a CVM unicamente deferiu nosso pedido de desistência”.

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