É oficial: o coronavírus chegou ao Brasil. Por ora o país tem só um caso confirmado. Mas isso, junto ao cenário de cada vez mais casos espalhados pelo mundo (doce ilusão pensar que ficariam restritos à China), impactou de jeito o dólar, a bolsa de valores e até a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro para este ano. A semana também foi marcada por números mais recentes do mercado de trabalho.

Veja o resumo preparado pelo 6 Minutos.

Coronavirus impacta dólar, bolsa e pib

Mulheres com máscara de proteção facial caminham em uma feira livre em Milão, no norte da Itália. O país é o foco do coronavírus em território europeu
Crédito: Flavio Lo Scalzo/Reuters

Bancos reduzem previsão de crescimento do PIB

A estimativa consensual é a de um avanço de 2,20% no PIB deste ano, uma revisão para menos feita por instituições financeiras e consultorias ouvidas pela Banco Central. A pesquisa é do Boletim Focus divulgado na Quarta-Feira de Cinzas. Neste meio tempo, o Bank of America, um dos maiores dos EUA, revisou de 2,20% para 1,9% a previsão de crescimento da economia brasileira. Isso tem influência do coronavírus, sim, mas também é uma reação aos números que mostram uma retomada instável da economia.

O próprio secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, confirmou que o vírus impacta a economia, mas disse que ainda é cedo para saber como e quanto. A princípio, o efeito será maior nos preços das commodities. Para Tony Volpon, economista-chefe do banco suíço USB no Brasil, há mais dois canais de transmissão: o financeiro (via bolsa e dólar) e o da confiança dos chamados agentes econômicos, como investidores e empresas.

Dólar ultrapassa os R$ 4,50, mas ainda encarece passagens

Na esteira das incertezas sobre o coronavírus em todo o mundo, em um contexto de risco de desaquecimento da economia global e juros baixos no Brasil, o dólar intensificou suas altas em relação ao real. A moeda americana subiu oito sessões seguidas, a mais longa série de altas desde 2005, e fechou fevereiro com a mais forte valorização para o mês em cinco anos. Isso não significa, entretanto, que todos os custos também estão subindo: as passagens aéreas estão relativamente mais baratas, e você pode entender o porquê neste link.

Desemprego cai para 11,2% e carteira assinada começa a subir

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 11,2% no trimestre entre novembro de 2019 e janeiro de 2020. É uma boa notícia. Além disso, a taxa de informalidade, que vinha batendo recorde atrás de recorde, caiu um pouco: de 41,2% para 40,7%.  E as vagas formais, que incluem carteira assinada e indicam uma perspectiva de trabalho mais longa, avançaram 2,6% na comparação com o trimestre encerrado em janeiro passado.

Coronavírus no mundo e no Brasil faz bolsa derreter

As notícias de cada vez mais casos suspeitos e mortes causadas pelo coronavírus mexeram muito com a bolsa. Os investidores estão mais vendendo do que comprando ações. Há quem esteja apavorado e quem veja oportunidades. O 6 Minutos dá aqui algumas sugestões do que fazer em dias de mercado agitado como os mais recentes. E, neste link, falamos sobre o preparo psicológico que é necessário aos iniciantes que investem na bolsa.

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