O Brasil gerou 2 milhões de vagas temporárias em 2020, o maior resultado da série histórica, iniciada em 2014. Segundo a Assertem (Associação Brasileira do Trabalho Temporário), o número é 34,8% superior ao registrado em 2019, quando o país criou 1,485 milhão de vagas temporárias.

O presidente da Assertem, Marcos de Abreu, afirma que o resultado foi impulsionado pela pandemia de coronavírus.

A maior parte das contratações foram para a indústria (65%), seguida do setor de serviços (25%) e serviços (10%).

“Esse recorte difere dos anos anteriores, visto que historicamente o comércio é que sempre puxou as contratações de trabalhadores temporários, principalmente no 2º semestre”, afirma Abreu. “Em 2020, a indústria foi a que mais contratou ao se apoiar na modalidade do trabalho temporário para repor o quadro de funcionários e conseguir suprir a demanda do mercado”.

Quais os direitos do trabalhador temporário? 

  • Salário equivalente aos funcionários da empresa que desempenham a mesma função;
  • Pagamento de férias proporcionais em caso de demissão sem justa causa, pedido de demissão ou término do contrato;
  • FGTS;
  • Benefícios e serviços da Previdência Social;
  • Seguro de acidente de trabalho;
  • Anotação do trabalho temporária na Carteira de Trabalho e Previdência Social.

O contrato destes funcionários tem duração de 180 dias e pode ser prorrogado por mais 90, totalizando 270 dias.

Em comparação às vagas CLT, os trabalhadores temporários não têm direito a:

  • Multa de 40% do FGTS;
  • Aviso prévio
  • Seguro-desemprego
  • Estabilidade para gestantes

Qual a expectativa para 2021? A Assertem afirma que o trabalho temporário deve continuar crescendo neste ano. “Neste cenário, o trabalho temporário se mostra como a melhor modalidade de contratação, já que confere maior flexibilidade de gestão às empresas enquanto os trabalhadores têm seus direitos respeitados, podem adquirir mais conhecimentos e ter novas experiências no mercado de trabalho, o que potencializa sua recolocação em uma eventual vaga permanente”, afirma Abreu.

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