O ano terminou com a confiança dos empresários em trajetória de alta, o que é um sinal positivo para a economia.

O Índice de Confiança Empresarial da Fundação Getulio Vargas (FGV) chegou a 97,1 pontos em dezembro, no maior nível desde janeiro. Em novembro, o índice estava em 95,6 pontos.

O índice que mede a percepção corrente dos empresários subiu 1,7 ponto, para 94,5 pontos, o maior nível desde abril de 2014 (96,5 pontos). O Índice de Expectativas se manteve relativamente estável ao recuar 0,1 ponto, para 100,1 pontos, permanecendo em nível considerado neutro (nem pessimista nem otimista).

Por que o índice é importante? Ele mede o sentimento dos empresários sobre a economia. Em tese, quanto mais confiantes eles estiverem, maior a probabilidade de fazerem investimentos e contratações.

O que dizem os analistas? “A percepção dos empresários sobre a situação atual dos negócios avançou para o maior patamar desde 2014, mas ainda abaixo dos níveis considerados ‘normais’. Já as expectativas se mantiveram em 100 pontos, com uma acomodação no comércio, pós-liberação do FGTS, e um forte otimismo do setor da construção”, afirma Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das Sondagens da FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia).

Viviane, porém, faz uma ressalva: “Os sinais são favoráveis para 2020, mas a continuidade da recuperação depende da redução da incerteza, que ainda se mantém em nível elevado, para que as empresas voltem a investir.”

Qual a metodologia? O Índice de Confiança Empresarial consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas sondagens empresariais da FGV Ibre: Indústria, Serviços, Comércio e Construção.

Como foi o desempenho por setor? Em dezembro, houve melhora na confiança de todos os setores que compõem o Índice de Confiança Empresarial. A confiança da Indústria subiu 3,2 pontos no mês e fechou o ano em 99,5 pontos. A confiança da Construção, que vem crescendo desde o fim do segundo trimestre de 2019 (à exceção de setembro), atingiu 92,3 pontos, o maior nível desde junho de 2014. A confiança no setor de Serviços passou de 95 pontos em novembro para 96,1 pontos; e a do Comercio ficou em 98,1 pontos.

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