A CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgou nesta terça-feira (23) a Sondagem da Indústria da Construção referente a maio. Os dados mostraram que os empresários do setor estão menos pessimistas, mas que os efeitos do coronavírus na atividade produtiva e no emprego continuam sendo graves.

Quais são os números? O ICEI-Construção (Índice de Confiança do Empresário Industrial da Construção) subiu neste mês. Ele ficou em 42,6 pontos em junho, um aumento de cinco pontos em relação a maio. No entanto, apesar da melhora nessa percepção, os dados que acompanham “o mundo real” continuam em baixa.

O índice que mede o nível de atividade industrial avançou 7,7 pontos em relação a abril e chegou a 37,1 pontos. Já o indicador de emprego avançou 2,8 pontos em maio e chegou a 37,5 pontos. Apesar dessa melhora, é importante explicar a metodologia da sondagem. Os indicadores variam de 0 a 100, e qualquer dado abaixo de 50 significa queda na produção e emprego da indústria.

“Ainda que a crise continue presente, seu pior momento foi em abril. Já há sinais de melhora em maio, como o aumento da utilização da capacidade operacional do setor”, diz o gerente-executivo de economia da CNI, Renato da Fonseca.

A UCO (Utilização da Capacidade Operacional), que mede a proporção de máquinas trabalhando, atingiu 53% em maio, também com uma leve alta em relação a abril. No entanto, o uso da capacidade da indústria continua 9 pontos percentuais abaixo da média histórica.

Em razão dessa ociosidade nas linhas de produção, os empresários da indústria relatam uma baixa intenção de investir, e esperam que a atividade vá piorar nos próximos seis meses.

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