Reabrir ou não reabrir as áreas comuns dos prédios, eis a questão. A decisão de reabertura gradual parece ter sido tomada em pelo menos metade dos 3.000 condomínios administrados pela Lello em São Paulo. A dúvida é sobre como fazer esse processo.

Angélica Arbex, gerente de marketing da Lello Condomínios, diz que ainda não estamos na fase ‘liberou geral’. “É uma reabertura com regras: sem aglomeração, com uso de máscara e muito álcool em gel. Não dá para liberar salão de festa, churrasqueira e permitir festas.”

Por que reabrir? Depois de tanto tempo confinados dentro de seus apartamentos, os moradores começaram a pressionar seus síndicos pela reabertura de áreas comuns. O principal argumento dos favoráveis à reabertura era de que atividades que tinham sido suspensas já voltaram a funcionar, caso das academias e parques.

“Com a cidade reabrindo do portão para fora, fica muito difícil manter essas áreas fechadas do portão do condomínio para dentro”, diz Angélica.

“Os condomínios não são ilhas isoladas. Está inserido dentro do município e acaba seguindo o movimento que acontece fora dele”, afirma Moira de Toledo, diretora executiva da vice-presidência de administração imobiliária e condomínios do Secovi-SP (Sindicato da Habitação).

O tempo bom do começo de agosto foi outro fator de pressão. Muitos moradores começaram a pedir para liberar o uso da piscina.

Que áreas reabriram? Com restrições de capacidade e agendamento, vários condomínios já liberam o uso da piscina, academia, playground, quadras e outros espaços abertos.

Que áreas continuam fechadas? Continuam fechados espaços fechados como salão de festa, churrasqueira, sala de jogos e brinquedoteca.

Como a reabertura tem sido decidida? Em geral, os condomínios estão decidindo o formato de reabertura por meio de assembleias ou reuniões virtuais.

Como se faz a reabertura? Não existe uma regra de reabertura, mas recomendações de boas práticas. Tanto o Secovi quanto a Lello elaboraram manuais para instruir síndicos e condôminos sobre esse processo.

“Cada comunidade é única, tem que respeitar os limites de cada condomínio. Existem fatores que pesam no processo de reabertura, como número de infectados”, disse Moira.

Angélica diz que a academia costuma ser o espaço mais disputado pelos moradores. Por isso, uma das saídas é distribuir esteiras, bicicletas e outros equipamentos em outras áreas, como brinquedoteca e salão de festa. Assim, mais de uma família pode utilizar no mesmo horário.

Veja recomendações da Lello feitas com base em consultoria da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos):

Academias

  • Apenas uma família por vez
  • Cada morador deve levar uma toalha para higienizar os equipamentos com álcool
  • Equipamentos devem ser limpos antes e após exercícios
  • Ambiente deve contar com ventilação natural
  • Faça uma lista de reserva de horário
  • Utilização com reserva de horário
  • Utilização de máscara
  • Distanciamento mínimo entre pessoas

Quadras

  • Lavar o piso após o uso
  • Reserva de uso para pessoas que moram na mesma unidade
  • Colocar dispenser de álcool

Parquinho e área infantil

  • Evitar aglomerações
  • Uso de máscaras
  • Higienização dos brinquedos
  • liberação de áreas comuns de prédios

    Parquinho pode ser usado com uso de máscara e supervisão de um adulto
    Crédito: Shutterstock

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