Em nota de avaliação sobre a alta de 1,1% do PIB (Produto Interno Bruto) de 2019, o Ministério da Economia defendeu que houve uma melhora na composição do crescimento, já que o setor privado aumentou sua participação na economia, em detrimento do setor público.

Para a pasta, o resultado veio em linha com o projetado pelo ministério.

“Mais importante que isso foi a melhora na composição do crescimento indicando uma aceleração substancial do PIB e investimento privados, demonstrando uma retomada do dinamismo da economia independente do setor público”, afirmou o texto.

Quais foram os pontos do comportamento do PIB do ano passado destacados pelo ministério? A pasta afirmou que, no ano passado, a atividade econômica do setor público teve retração de 1,1%, enquanto que a do setor privado avançou 1,81%.

O Ministério da Economia atribuiu esse fato, no texto, à correção do que classificou como “má alocação de recursos” de governos anteriores.

“Os resultados melhores do setor privado são reflexos da política econômica que foca no aumento da produtividade, corrigindo a má alocação de recursos e fortalecendo a consolidação fiscal”, disse.

A pasta ainda destacou que o investimento público em 2018, último ano do governo Temer, aumentou acima de 9%, enquanto que no ano passado houve queda, acima de 5%. Disse ainda que o estoque total de funcionários públicos se reduziu mais de 31 mil em 2019. “Essa é a maior retração da força de trabalho do governo em mais de duas décadas”.

Outro ponto abordado pela pasta foi o comportamento do mercado de trabalho formal e do crédito. “Os valores fechados para o mercado de trabalho formal e o crédito livre, que não são
influenciados pelo setor público, mostram os melhores resultados desde 2013″, defendeu o ministério no texto.

Investimentos e consumo em queda

Economistas criticaram o resultado do PIB de 2019, destacando a queda dos investimentos no quarto trimestre.

“Após surpreender positivamente no segundo e terceiro trimestres, quando subiu 2,6% e 1,3%, respectivamente, a formação bruta praticamente entregou todo o resultado ao cair 3,3% no quarto trimestre”, afirmou o economista-chefe da corretora Necton, André Perfeito.

Houve desapontamento também com a desaceleração do consumo das famílias, que após crescer 0,7% no terceiro trimestre, se expandiu somente 0,5% entre outubro e dezembro, período em que tradicionalmente há aceleração dos gastos por conta da Black Friday e festas de fim de ano.

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