O Pix começou a funcionar hoje. O novo sistema de pagamentos instantâneos promete agilizar, simplificar e baratear custos com transferências bancárias e pagamentos. Para transações entre pessoas físicas, não haverá cobrança de taxas. Já os pagamentos para pessoas jurídicas poderão ser tabelados – fica a critério de cada instituição.

Mas que tarifas são essas? O Banco Central informa que as tarifas do Pix, assim como todas as outras, são definidas por cada instituição financeira. Mas que acredita que os valores serão baixos, já que o custo de dez transações é de R$ 0,01.

Angelo Duarte, chefe do departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do BC, diz que não é o BC que vai baixar o valor das tarifas, mas sim a competição bancária.

“Não há tarifa do BC, a tarifa depende da relação de cada empresa com sua instituição. É um valor negocial, mas existem 700 fornecedores desse, a tendência é que o custo seja baixo. Esse número [de fornecedores] é que vai fazer o preço da tarifa baixar.”

Segundo ele, os bancos e fintechs são obrigados a publicar os valores cobrados de todas as tarifas, inclusive as do Pix.

O Pix funcionou bem até agora? O presidente do BC, Roberto Campos Neto, negou problemas de instabilidade no primeiro dia do Pix.

Que outros serviços serão incorporados ao Pix? Já existem estudos para incorporar ao Pix as funções de saque no comércio e pagamento garantido. O saque no comércio funcionará como uma espécie de pagamento com troco. Já o pagamento garantido se assemelhará a uma transação com cartão de crédito e poderá, dependendo do caso, incluir juros.

Campos Neto disse que outras funções podem ser incorporadas, já que a tecnologia evolui muito rapidamente. “Vai haver desenvolvimentos futuros que não sabemos hoje. A evolução digital vai se moldando. A gente pode entender que tem demanda por serviço A ou B e agir para atender essa demanda.”

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