Apenas na primeira quinzena de maio, a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus provocou 504,3 mil pedidos de seguro-desemprego, uma alta de 76,2% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo informou nesta quinta-feira (dia 21) o Ministério da Economia.

No acumulado do ano, já foram contabilizados 2,8 milhões de pedidos feitos pelos trabalhadores com carteira assinada, uma alta de 9,6% em relação a 2019.

Do total de pedidos, 46% foram feitos através da internet (ante 1,6% no ano passado), e o restante presencialmente.

Apesar disso, neste mês houve um aumento de requisições presenciais do seguro em relação à segunda quinzena de abril, de 58,7%, segundo a pasta. “Este crescimento pode ser relacionado à edição do Decreto 10.329 de 28 de abril de 2020, que definiu as atividades de processamento do seguro-desemprego como essenciais, o que contribuiu para a retomada do atendimento presencial”.

250 mil novos pedidos estimados

Nos primeiros quinze dias deste mês, a maior parte dos pedidos foram feitos em São Paulo (149.289), Minas Gerais (53.105) e Rio de Janeiro (42.693), que são os estados com a maior quantidade de trabalhadores formais.

“Como o trabalhador tem até 120 dias para requerer o seguro-desemprego, é possível estimar que até 250 mil pedidos ainda possam ser realizados. Os requerimentos podem ser feitos de forma 100% digital e não há espera para concessão de benefício”, afirmou o ministério em nota.

A criação ou fechamento de vagas de trabalho no país é divulgada pelo governo com base do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Entretanto, o governo suspendeu a divulgação desses números sob a justificativa de que as empresas, afetadas pelas medidas de restrição impostas pelo combate à pandemia, deixaram de enviar os dados.

 

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