O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu elevar a Selic de 7,75% para 9,25% ao ano, dado que veio em linha com as expectativas do mercado. Esta é a sétima alta consecutiva da taxa.

Como a taxa de 1,5 ponto percentual era consenso, o mercado deve voltar às atenções ao discurso do BC a respeito da próxima reunião, em fevereiro do ano que vem. A autoridade deixou claro que deve fazer um novo ajuste da mesma magnitude.

“O Copom enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar a convergência da inflação para suas metas, e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária”, afirma em nota.

O Copom afirma que a decisão, unânime, levou em consideração os indicadores de atividade econômica abaixo do esperado e a inflação elevada. O colegiado diz que o ciclo de aperto monetário deve ser mais contracionista.

“O Copom considera que, diante do aumento de suas projeções e do risco de desancoragem das expectativas para prazos mais longos, é apropriado que o ciclo de aperto monetário avance significativamente em território contracionista”, afirma em comunicado.

Histórico da Selic

Em janeiro, a Selic estava em 2% ao ano, menor patamar histórico. Desde então, o BC começou a elevar a taxa para conter as pressões inflacionárias do país.

Se por um lado o aumento tem o papel de segurar os preços, por outro, reduz a atividade econômica e dificulta o acesso à crédito.

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