Os mercados de commodities devem ser abalados pelo impacto do coronavírus sobre os negócios em todo o mundo. A avaliação é de um dos maiores fundos soberanos do mundo, habituado a negociar matérias-primas: o fundo Mubadala Investment, administrado pelo governo de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

A queda dos preços das commodities é um risco para economias emergentes como o Brasil, que dependem fortemente dessas exportações. A perspectiva incerta para o coronavírus torna mais difícil a alocação de dinheiro pelos investidores, disse Waleed Al Mokarrab Al Muhairi, vice-presidente do fundo Mubadala.

Qual o impacto do coronavírus na economia? A doença afeta a expansão econômica da China, a segunda maior economia do mundo, pois fábricas estão paralisando atividades voluntariamente e por ordem do governo em uma tentativa de conter a propagação do vírus. Isso reduz a demanda local e global por matérias-primas.

O impacto já começa a ser sentido em algumas commodities, afirma Al Muhairi. “Você vê isso (os efeitos do surto) no alumínio, no minério de ferro e no petróleo”, disse o executivo. De fato, o petróleo acumula queda de cerca de 20% neste ano. Fabricantes já estão transferindo operações e cadeias de suprimentos da China, acrescentou.

Isso força os produtores a buscar a diversificação da economia e se preparar para uma horizonte potencial em que as vendas de petróleo gerarem menos renda, disse Al Muhairi.

O que é o Mubadala? É um fundo que pertence ao governo de Abu Dhabi. Faz parte de seu plano investir em novas tecnologias e fábricas que possam criar empregos e reduzir a dependência do emirado do petróleo. O fundo investe em setores como gás natural, produtos químicos, metais e manufatura de América Latina à Ásia.

(Com Bloomberg)

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