A taxa de desemprego no trimestre de junho a agosto ficou em 14,4%, o percentual mais alto já registrado desde que a atual metodologia entrou em vigor, em 2012, segundo dados da Pnad Contínua, do IBGE.

Em relação ao mesmo período do ano passado, o crescimento no desemprego foi de 2,6 pontos percentuais — de 11,8% para os atuais 14,4%. Na comparação com os três meses anteriores, o avanço foi de 1,6 ponto percentual — de 12,9% para 14,4%.

Entre as categorias que mais fecharam vagas estão o comércio e a administração pública. Em termos percentuais, o maior impacto foi no setor de restaurantes e hotelaria, com retração de 15,1%.

Das 10 categorias medidas pelo IBGE, apenas o setor agrícola cresceu. Veja como se saiu cada uma das categorias:

  • Indústria: -3,9% (perda de 427 mil postos de trabalho)
  • Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas: 4,7% (perda de 754 mil postos de trabalho)
  • Transporte, armazenagem e correio: -11,1% (perda de 507 mil postos de trabalho)
  • Alojamento e alimentação: -15,1% (perda de 661 mil postos de trabalho)
  • Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas: -3,3% (perda de 337 mil postos de trabalho)
  • Administração pública: -4,4% (perda de 740 mil postos de trabalho)
  • Outros serviços: -11,6% (perda de 510 mil postos de trabalho)
  • Serviços domésticos: -9,4%, ou menos 477 mil pessoas).
  • Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: -2,9% (ganho de 228 mil postos de trabalho)
  • Construção: estabilidade.

 

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