O comércio deu sinais de recuperação em maio. Dois indicadores prévios de atividade do setor confirmaram esse comportamento, o ICVA (Índice Cielo do Varejo Ampliado) e o IGet Varejo, desenvolvido pelo Departamento Econômico do Santander.

A Sondagem do Comércio, da FGV (Fundação Getulio Vargas) também mostra melhora na percepção do ritmo de vendas e nas expectativas do setor.

O que esses indicadores mostraram? Os dois indicadores, que capturam transações de maquininhas de cartões, indicam aumento das vendas em maio. Pelo ICVA, as vendas reais cresceram 21% na comparação com mesmo mês de 2020, quando muitas lojas estavam fechadas por conta das medidas de restrição da pandemia. Pelo IGet, os varejos ampliado e restrito tiveram alta de 12,6% e 13,1%, respectivamente, na comparação anual.

O que puxou essas altas? Primeiro, a base de comparação. O varejo sentiu mais fortemente os efeitos da pandemia no ano passado, pois muitos setores tiveram que trabalhar de portas fechadas e alguns ainda não estavam adaptados para o e-commerce. Neste ano, apesar da continuidade da pandemia, as medidas de circulação foram menos rígidas e o e-commerce avançou muito. Além disso, o consumidor tinha a volta do auxílio-emergencial.

“Assim como observado em abril, a forte alta das vendas no mês de maio está relacionada com a fraca atividade comercial verificada no mesmo mês do ano passado, quando boa parte do comércio estava de portas fechadas por conta da pandemia da covid-19”, afirma Pedro Lippi, Head de Inteligência da Cielo.

Como estão as expectativas do setor? O Índice de Confiança do Comércio do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV subiu 9,8 pontos em maio, ao passar de 84,1 para 93,9 pontos. Foi o nível mais alto desde outubro de 2020 (95,8 pontos). Em médias móveis trimestrais, o indicador subiu 1 ponto, registrando a primeira alta depois de seis quedas consecutivas.

“A melhora ocorreu tanto na percepção do ritmo de vendas no mês quanto nas expectativas, sugerindo que o impacto das medidas restritivas, na virada do primeiro para o segundo trimestre, ficou para trás”, avalia Rodolpho Tobler, coordenador da Sondagem do Comércio do FGV IBRE.

“A continuidade desse cenário ainda depende de uma melhora mais expressiva da confiança dos consumidores, continuidade do plano de vacinação e consequentemente melhora da pandemia.”

Que setores puxaram as vendas de maio? Pelo IGet, as categorias que mais impulsionaram as vendas em maio foram artigos pessoais (46%), vestuário (34,8%), materiais para escritório (21,2%) e partes e Peças automotivas (10,8%).

“Mesmo sem contar com o Dia das Mães, quando registramos recorde de transações de cartões de débito e crédito, temos visto o varejo mais aquecido desde a segunda quinzena de abril, retomando aos poucos suas atividades”, afirma André Parize, CFO da Getnet

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