Com um mês de uso, o Pix já representa quase 40% de todas as transferências bancárias realizadas. Balanço divulgado hoje pelo Banco Central mostra que foram realizadas 29,2 milhões de operações com o Pix de 7 a 13 de dezembro. No mesmo período, foram registradas 45,2 milhões de TEDs e 4,7 milhões de DOCs.

Outro dado que mostras o avanço do Pix é o total de pessoas físicas que fizeram o registro de chaves: 46,4 milhões. Esse número representa quase 1/3 das pessoas que possuem relacionamento com uma instituição financeira.

A chave mais utilizada tem sido o CPF (40,2 milhões), seguida pela chave aleatória (29,1 milhões). Curiosamente, o número de telefone só aparece em terceiro lugar (25,9 milhões), à frente do e-mail (18,2 milhões).

O valor transacionado com o Pix também vem numa curva ascendente: evoluiu de R$ 9,3 bilhões na primeira semana para R$ 24,9 bilhões na semana encerrada no domingo.

Quem mais usa o Pix? São as pessoas físicas. As chamadas operações P2P representam 84% do valor transacionado e 44% do volume financeiro.

O P2B (pessoas para empresas) representa apenas 6% das transações e do valor movimentado pelo Pix neste primeiro mês.

O valor médio das operações P2P é de R$ 496, enquanto a P2B é de R$ 886. O maior valor médio é do B2B (empresa para empresa), com valor médio de R$ 14.886.

O índice de rejeição (operação não completada) no Pix feito com chave é de 0,5% e sem chave é de 9,8%. Nas TEDs, o índice de rejeição é de 4% a 5%. “Quando você tem que preencher muitas informações, a chance de errar é maior e a transação pode ser rejeitada. Por isso o índice é baixo quando feito com a chave”, afirma o diretor de Organização do Sistema Financeiro, João Manoel Pinho de Mello.

Por faixa etária, o Pix é mais utilizado pelas pessoas de 20 a 29 anos (36,8%), seguidas pelas de 30 a 39 anos (32,8%).

Por região do país, o Pix teve mais adesão no Sudeste (49,5%) e Nordeste (22,1%).

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