O Magazine Luiza registrou lucro líquido de R$ 143,5 milhões no terceiro trimestre de 2021, queda de 30,34% em relação ao mesmo período de 2020. No critério ajustado, a varejista teve ganhos de R$ 22,6 milhões, 89,5% menor que os R$ 216 milhões contabilizados no terceiro trimestre de 2020.

No terceiro trimestre, as vendas totais do Magalu atingiram R$ 13,8 bilhões de reais, um aumento de 12% na comparação anual. Se desdobrar por canal de venda, o crescimento pode ser creditado ao desempenho do e-commerce, que cresceu 22% no período. Já as vendas das lojas físicas encolheram 8%.

Em videoconferência com jornalistas, o CEO da Magalu, Frederico Trajano, disse que a redução nas vendas nas lojas físicas, que é o canal mais rentável d grupo, foi o principal motivo para a redução da rentabilidade.

“A performance das lojas físicas foi impactada pela piora dos indicadores macroeconômicos ao longo do trimestre, como o aumento da inflação e da taxa de juros”, diz relatório de resultados trimestrais do Magalu.

O bom resultado do e-commerce é reflexo da estratégia digital do Magalu, que vem investindo na ampliação da base de sellers do marketplace, que atingiu 120 mil vendedores no terceiro trimestre. Hoje, o marketplace já representa 35% das vendas online da companhia.

“A estrela do crescimento é o 3P [marketplace], que saiu de R$ 800 milhões para R$ 3,5 bilhões. O 3P tem sido a força propulsora da venda online. Que o 1P [venda própria] cresceria menos, já era previsto. O crescimento do 3P atinge mais categorias e temos a entrada de novos sellers. O 1P é forte em bens duráveis, que é afetado por fatores macroeconômicos”, disse Frederico Trajano.

Para se ter uma ideia da importância do marketplace, as vendas online do estoque próprio do Magalu cresceram 6,7% no terceiro trimestre, enquanto as do marketplace avançaram 67,3%.

O plano do Magalu para continuar crescendo no marketplace é ampliar a rede de sellers regionais, o que permite diversificar nas categorias oferecidas, além de reduzir o tempo de entrega e baratear o frete.

“Hoje, 70% dos sellers estão concentrados no Sudeste. Para vender para o Nordeste ou Sul, tem prazo longo ou custo caro do modal aéreo. Por isso apostamos na digitalização do seller regional para trazer o estoque local para o marketplace”, disse Trajano.

Entre as novas categorias que o Magalu passou a explorar está o Mundo Moda, que reúne  3,5 milhões de itens, de 21 000 varejistas e centenas de fábricas. O Magalu também criou sua marca própria, o Vista Magalu.

De janeiro a setembro, as vendas de produtos de moda na empresa cresceram 170% no SuperApp do Magalu.

Na categoria de beleza, as vendas da Época Cosméticos mais que triplicaram no terceiro trimestre, quando comparadas aos resultados de 2019. No acumulado até setembro deste ano, as vendas do e-commerce de beleza superaram R$ 500 milhões, o que equivale às vendas de todo o ano de 2020.

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