A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) suspendeu a tabela do frete mínimo editada na semana passada. O cancelamento ocorreu após pressão dos caminhoneiros, que ameaçavam entrar em greve a partir da 0h de hoje (22).

Nos grupos de WhatsApp, os caminhoneiros começam a circular mensagens decretando o fim da paralisação que não ocorreu. A intenção de fazer uma greve nos moldes da paralisação de maio de 2018 esfriaram logo cedo, quando o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, anunciou logo cedo que a tabela seria revogada.

E o que passa a valer agora? A ANTT divulgou uma nota informando que volta a valer a tabela publicada em maio de 2018, que foi uma das reivindicações dos caminhoneiros para encerrar a greve daquele ano.

Por que os caminhoneiros queriam parar? O governo editou uma nova tabela na semana passada. Na nova tabela, os preços do frete ficam de 30% a 50% menores, segundo representantes da categoria. A proposta abarcava apenas custos dos motoristas, deixando a margem de lucro dos motoristas para negociações de mercado, e criava segmentações de carga e tipo de trabalho.

Essa cobrança está em discussão na Justiça? Sim. Várias entidades que representam setores da economia entraram com ações no STF pedindo que a tabela seja considerada inconstitucional. O assunto deve entrar na pauta do Supremo em setembro, segundo os caminhoneiros.

Como o governo está lidando com as ameaças de greve? Desde a greve do ano passado, os caminhoneiros se cacifaram para pressionar o governo a cumprir várias reivindicações. Além do frete mínimo, conseguiram segurar o reajuste do diesel por um tempo e um cartão que permite a compra do combustível por um valor fixo por 30 dias.

Movimentação na Ceagesp (Estadão Conteúdo)

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