O brasileiro está bebendo mais cachaça. A conclusão é de um levantamento realizado pela Neogrid, que analisa a cadeia de suprimentos do varejo alimentar.

O índice de ruptura da cachaça, indicador que mede a falta de produtos, vem subindo desde fevereiro – passando de 8,43% para 12,24%.

O que esses números mostram? Que o consumidor pode ter dificuldade para encontrar determinadas marcas. No ano passado, por exemplo, esse mesmo problema aconteceu com as cervejas.

Em junho do ano passado, por exemplo, a ruptura média da cachaça era de 9,86% e chegou a 7,81% em novembro de 2020.

Como está o índice de ruptura geral? Está subindo: passou de 11,03% em abril para 11,14% em maio. No ranking de produtos com maior ruptura estão as bebidas à base de soja, leite longa vida, ovos, conhaque e a cachaça.

Por que a ruptura vem subindo? Segundo a Neogrid, o aumento da ruptura é reflexo da alta do consumo, que foi impactado pelas mudanças de comportamento geradas pela pandemia e volta do auxílio-emergencial. Em fevereiro e março, quando o auxílio não tinha voltado, o índice estava em queda.

“Com o auxílio emergencial, o consumidor voltou às compras, porém, é possível perceber que o padrão de consumo mudou”, diz Robson Munhoz, CCSO (Chief Customer Success Officer) da Neogrid.

No entanto, segundo ele, o padrão de consumo mudou já que o auxílio deste ano é inferior ao pago em 2020. “Se antes ele comprava um produto de determinada marca, agora compra o mesmo produto, mas de uma marca mais barata, ou ainda aproveita promoções.”

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu celular? Estamos no Telegram (t.me/seisminutos) e no WhatsApp (https://6minutos.uol.com.br/whatsapp).