A taxa de desemprego subiu de 13,6% em agosto para 14%, segundo dados da Pnad Covid-19, divulgada hoje pelo IBGE. Foi a maior da série histórica da pesquisa.

O contingente de desempregados avançou para 13,5 milhões em setembro, um recorde da série histórica. No começo a pesquisa, em maio, eram 10,1 milhões de desocupados.

“Esse crescimento se dá em função tanto das pessoas que perderam suas ocupações até o mês de julho quanto das pessoas que começam a sair do distanciamento social e voltam a pressionar o mercado de trabalho”, explica a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira.

De acordo com a pesquisa, a população ocupada caiu de 84,4 milhões em maio para 82,9 milhões em setembro. Mas aumentou em relação a agosto. “A população caiu até o mês de julho, quando volta a ter variações positivas, chegando ao contingente de 82,9 milhões em setembro. Ainda está abaixo do número que tínhamos em maio, mas já mostrando uma leve recuperação nos meses de agosto e setembro”, diz a pesquisadora.

Com isso, a força de trabalho, soma da população ocupada e desocupada, passou de 94,5 milhões, em maio, para 96,4 milhões em setembro.

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