Por Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) -A colheita de soja de Mato Grosso registrou nesta semana um avanço semanal de 2,8 pontos percentuais, atingindo 4,16% da área no Estado, mas o ritmo dos trabalhos no maior produtor da oleaginosa no país está mais lento ante a média, com muitas lavouras tendo o ciclo alongado por uma sequência de dias nublados.

A média histórica para a época é de colheita em 5,12% das áreas de soja do Estado, de acordo com relatório do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) publicado nesta sexta-feira.

Após um plantio precoce e acelerado, alguns acreditavam que a colheita pudesse estar adiantada historicamente, o que garantiria maior oferta do produto em momento em que poucas áreas foram colhidas no país.

“Ficou um pouco abaixo da média. Estávamos com expectativa, por conta de a semeadura ter sido mais cedo, de as áreas estarem prontas mais rápido… mas o clima nublado tem dado uma alongada no ciclo, jogou alguns dias a mais no ciclo da soja, dezembro nublado, janeiro nublado…”, disse o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, à Reuters.

Ele mencionou ainda problema de falta de dessecante para a colheita em algumas localidades e mesmo chuvas.

“Tem sido difícil entrar em algumas áreas. Além disso, há reportes de falta de dessecantes, então alguns produtores não estão conseguindo dessecar as primeiras áreas, o que está empurrando a curva de colheita para frente”, comentou.

Mato Grosso, diferentemente do Estados do Sul onde a safra quebrou pela seca, não teve problemas climáticos relevantes, e a expectativa é de uma grande safra.

“Até a virada da segunda quinzena de janeiro para o início de fevereiro, começa a ganhar força a colheita em Mato Grosso com grande parte das áreas se aprontando para a colheita”, acrescentou.

O Imea, órgão ligado aos produtores do Estado, apontou ainda que a colheita está bem mais avançada em relação ao total colhido até esta época no ano passado (0,80%), quando a safra atrasou após um plantio mais lento em função da falta de chuvas.

(Por Roberto Samora; edição de Marta Nogueira)

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