SÃO PAULO (Reuters) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao Ministério da Agricultura a prorrogação por dez dias do período de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para semeadura do milho segunda safra no Paraná e em Mato Grosso, após atrasos no plantio, disse a entidade nesta sexta-feira.

A CNA justificou que a semeadura tardia da soja na primeira safra e as chuvas em fevereiro levaram a um atraso significativo do plantio do milho safrinha.

Com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a CNA afirmou que apenas 20% da área de milho foi semeada até a semana passada, enquanto os prazos indicados pelo zoneamento agrícola haviam se encerrado.

“A semeadura posterior à indicação do Zarc traz consequências para os produtores, que perdem o direito à subvenção do seguro rural e à indenização no caso de perdas de produção, além da cobertura do Proagro”, disse em nota o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Ricardo Arioli.

De acordo com a Conab, há apenas 7,3 milhões de toneladas de milho em estoque, o menor volume dos últimos quatro anos, ressaltou a confederação. Ao mesmo tempo, somente o consumo interno deverá crescer mais de 5% em 2021.

Diante deste cenário, Arioli disse que pretende contar com o apoio da Secretaria de Política Agrícola do ministério para a prorrogação.

(Por Nayara Figueiredo)

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