O CMN (Conselho Monetário Nacional) ousou e fixou nesta quinta-feira a meta de inflação para 2024 em 3%. Para 2021, a meta é de 3,75%, caindo para 3,50% em 2022 e 3,25% em 2023. A margem de tolerância é de 1,50 ponto percentual, para mais ou para menos.

No começo da semana, a Bloomberg disse que o governo queria definir essa meta de 3% em 2024 como tentativa de sinalizar um compromisso com a ancoragem das expectativas. Alguns integrantes da equipe econômica defendiam uma meta de 3,25%, mesmo patamar estabelecido para 2023.

Porém, a visão predominante era de que é necessário trazer a inflação para um patamar de 3% semelhante a outros mercados emergentes.

O Brasil vem reduzindo lentamente sua meta de inflação desde 2018. A meta atual é de 3,75% para este ano e 3,5% para 2022, com uma faixa de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Durante a última reunião do Copom, no dia 16 de junho, o BC aumentou a Selic e já sinalizou novas altas devido a pressões inflacionárias decorrentes do custo das commodities e também do aumento das contas de eletricidade. Enquanto isso, os gastos emergenciais em meio à pandemia estão alimentando a demanda.

(Com Reuters e Bloomberg)

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