Por Dominique Patton

PEQUIM (Reuters) – A produção de carne suína da China no terceiro trimestre atingiu seu maior nível em três anos, apontaram dados oficiais nesta segunda-feira, depois que os produtores construíram milhares de grandes fazendas de criação no ano passado para reconstruir seu rebanho dizimado pela peste suína africana.

A produção de carne suína entre julho e setembro foi de 12,02 milhões de toneladas, um aumento de 43% em comparação com o ano anterior, segundo cálculos da Reuters com base em dados oficiais, e a maior desde o terceiro trimestre de 2018, antes de a China começar a sentir as consequências da epidemia de peste suína.

A produção de carne suína da China saltou 38% nos primeiros três trimestres de 2021 em relação ao ano anterior, para 39,17 milhões de toneladas, segundo o departamento de estatísticas.

O terceiro trimestre foi, no entanto, inferior aos 13,46 milhões de toneladas do segundo trimestre deste ano, desafiando as expectativas de alguns analistas.

“Achei que seria maior do que o segundo trimestre porque houve muitas liquidações no terceiro trimestre”, disse Pan Chenjun, analista sênior do Rabobank.

O aumento na produção de carne suína foi liderado pelos maiores produtores, que investiram bilhões de iuanes em novas fazendas durante 2020 numa tentativa de conquistar participação de mercado após a epidemia de peste suína.

Mas os preços despencaram 65% até agora este ano, levando alguns fazendeiros a vender seus rebanhos e sair, enquanto outros aproveitaram a oportunidade para se livrar de fêmeas menos produtivas.

O rebanho de matrizes da China diminuiu 0,5% em julho em comparação com junho, e mais 0,9% em agosto em relação ao mês anterior, de acordo com dados publicados anteriormente pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais.

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu celular? Estamos no Telegram (t.me/seisminutos) e no WhatsApp (https://6minutos.uol.com.br/whatsapp).