Sebastián Piñera, presidente do Chile, anunciou nesta quinta-feira (19) um pacote de medidas de emergência de quase US$ 11,7 bilhões que visa salvar empregos e proteger pequenas empresas, além de diminuir o impacto do coronavírus no principal produtor de cobre do mundo.

Piñera chamou o surto de “emergência sem precedentes” e disse que invocará uma cláusula especial na Constituição do país para liberar imediatamente fundos sem a aprovação do Congresso. No total, os gastos com o pacote serão iguais a 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB) anual do país, afirmou Piñera.

As medidas incluem estender benefícios trabalhistas para aqueles que não podem trabalhar de casa, adiar o pagamento de impostos por parte de pequenas empresas e aumentar o financiamento para os municípios em meio à crise.

O ministro das Finanças do Chile, Ignacio Briones, que falou depois de Piñera no Palácio Presidencial de La Moneda, disse que o plano visa garantir que “os impactos a curto prazo do coronavírus não se tornem permanentes”.

A economia chilena –a mais aberta da América Latina e orientada para a exportação– tende a ser especialmente afetada pelo coronavírus. O surto ocorre quando a moeda e os mercados locais já estão golpeados após meses de protestos contra o governo no final de 2019, que se prolongaram até março.

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