O Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos, só começa a funcionar em 16 de novembro. Mas já tem gente preocupada com o risco de fraude da nova plataforma. Como as instituições terão menos de 10 segundos para concluir a transação, o temor é que esse tempo não seja suficiente para detectar uma eventual fraude em pagamentos e transferências.

Para André Ferraz, CEO e fundador da Inloco, o medo de eventuais fraudes pode se voltar contra os usuários. “Para evitar fraudes nesse tempo tão curto, as instituições podem criar experiências ruins para o usuário do Pix.”

Que tipo de experiência ruim? Ele dá como exemplo a recusa do pagamento. Como não há tempo hábil de fazer a autenticação de segurança em 10 segundos, é mais fácil barrar o pagamento. “Os métodos tradicionais de prevenção não se aplicam ao Pix. Hoje, quando há uma suspeita de frade, se faz uma revisão manual. É impossível fazer isso em 10 segundos”, diz.

Segundo ele, a recusa do pagamento pode levar a um falso positivo para o risco de fraude. “O risco de barrar bons clientes é alto, o que pode levar à perda desses clientes por conta da má experiência”, afirma Ferraz.

O que dá para fazer a respeito? A Inloco, que trabalha com biometria comportamental, desenvolveu uma solução de detecção instantânea de fraudes no Pix.

Segundo a empresa, a solução ajuda a detectar tentativas de fraude envolvendo QR Codes falsos, phishing com QR Code e criação de contas Pix com informações falsas ou identidades sintéticas.

Ferraz diz que existem formas menos friccionais para detectar fraude, como a geolocalização do usuário ou seu perfil de compras e pagamentos.

“Existe um comportamento único que cada pessoa tem em relação à localização. Ninguém vai exatamente nos mesmos lugares que você, na sua casa, trabalho, e outros lugares no dia a dia. Isso ajuda a certificar se aquela pessoa que fez uma transação é ela mesma.”

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