As centrais sindicais do país se uniram em uma campanha para elevar o valor das parcelas do auxílio emergencial residual de R$ 300 para R$ 600. O pagamento da parcela reduzida começou hoje para o público do Bolsa Família.

Em cima de quem vai se dar essa pressão? Do Congresso, principalmente, que votará a MP (medida provisória) que estende o auxílio até dezembro. “Essa iniciativa fundamental depende, inicialmente, da decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, de encaminhar o processo legislativo e pautar a votação”, dizem as centrais em nota.

Qual o argumento da campanha? É proteger as famílias mais pobres afetadas pela crise do coronavírus. “O auxílio emergencial de R$ 600,00 garantiu o consumo básico de mais de 60 milhões de pessoas, ajudou a mais de 66 milhões de trabalhadores e trabalhadoras informais, fomentou a atividade nas empresas e protegeu milhões de empregos, fazendo a roda da economia girar, impedindo, assim, que uma crise econômica ainda maior se instalasse no país.”

As entidades dizem que “esse auxílio teve um impacto positivo na massa de rendimentos das famílias que, transformada em consumo, foi capaz de sustentar mais de 2% do PIB brasileiro em 2020”.

Qual foi o impacto do auxílio na redução da pobreza? Com o benefício, a pobreza extrema caiu ao menor nível no país em 44 anos, segundo levantamento do Ibre/FGV. Em maio, 4,2% da população vivia em situação de extrema pobreza, ou seja, com renda mensal per capita de US$ 1,90. Em junho, esse percentual havia caído para 3,3%.

Qual o custo do auxílio? O custo anterior era 254,2 bilhões. Com a prorrogação do pagamento até o fim do ano, esse gasto sobe para R$ 321,8 bilhões em 2020.

O governo sinaliza que vai aumentar? Não. O presidente Jair Bolsonaro já disse que R$ 300 é muito para quem paga.

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu WhatsApp? É só entrar no grupo pelo link: https://6minutos.uol.com.br/whatsapp.