O Carrefour anunciou hoje a formação de um comitê externo para assessorá-lo na formulação de ações contra o racismo em todas as unidades da companhia. Uma das primeiras medidas adotadas foi a decisão de atrasar a abertura de todas as unidades do Carrefour para as 14h desta quinta-feira, véspera de Black Friday – o plano inicial era abrir as lojas mais cedo.

As medidas foram adotadas após o espancamento e assassinato de João Alberto Silveira Freitas em uma unidade do Carrefour de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Além de abrir às 14h, os funcionários de todas as unidades farão um minuto de silêncio em homenagem a Freitas. A exceção é o Carrefour do bairro Passos D’areia, onde Freitas foi morto, que ficará fechada toda a quinta-feira.

Também foi definido que a receita de vendas da quinta e sexta-feira será destinado a ações orientadas pelo comitê. Esse valor será somado aos R$ 25 milhões já anunciados e ao resultado de vendas do dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra.

No documento divulgado hoje, o Carrefour afirma que vai adotar uma “política de tolerância zero ao racismo e à discriminação por razões de raça e etnia, origem, condição social, identidade de gênero, orientação sexual, idade, deficiência e religião”.

A varejista se compromete ainda a mudar o modelo de contratação de empresas de segurança, além de internalizar as equipes das três lojas da cidade de Porto Alegre.

Carreiras

Para acelerar a carreira de funcionários negros, o Carrefour diz que vai oferecer qualificação para 100 negros e negras por ano.

“Haverá metas anuais para a formação e ascensão em carreiras dentro do Carrefour, em diferentes áreas, de pessoas negras. Haverá metas específicas para ocupação de cargos de liderança por pessoas negras”, informa a varejista.

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