Por Jonathan Saul

LONDRES (Reuters) – A Cargill, uma das maiores afretadoras de navios do mundo, reduziu as emissões brutas de carbono de sua frota em quase 1,5 milhão de toneladas desde 2017, de acordo com um alto executivo da companhia, em meio a esforços para que a empresa se torne mais “verde”.

Com cerca de 90% do comércio global sendo transportado por vias marítimas, o setor de navios responde por quase 3% das emissões de CO2 do mundo.

A Organização das Nações Unidas deseja reduzir as emissões de gases de efeito estufa da indústria em 50% até 2050, tomando como base os níveis de 2008. Para o cumprimento da meta, seria necessário o desenvolvimento de combustíveis com emissões baixas ou zero e novos designs para navios.

A Cargill atingiu até 2020 uma redução geral de 5% nas emissões de CO2 por carga por tonelada-milha em comparação com os patamares de 2016, segundo a gigante norte-americana do agronegócio.

Os cortes foram alcançados, em parte, pelo investimento de 3 milhões de dólares em dispositivos de economia de energia instalados em alguns navios e por uma parceria com a startup ZeroNorth, que fornece tecnologias digitais para melhoria da performance das embarcações e redução do consumo de combustível.

“Economizar combustível será algo bom em todos os cenários, e continuaremos nos esforçando muito para isso”, disse à Reuters o presidente da divisão de transportes marítimos da Cargill, Jan Dieleman.

As emissões brutas de CO2 da Cargill recuaram para 7,102 milhões de toneladas em 2020, ante 7,371 milhões de toneladas em 2019, 7,382 milhões de toneladas em 2018 e 7,732 milhões de toneladas em 2017.

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