NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do café robusta na ICE subiram mais de 3% nesta terça-feira, para um pico de quatro anos e meio, impulsionados pelas contínuas interrupções no fluxo de café do Vietnã, enquanto os preços do café arábica os preços também fecharam em alta.

CAFÉ

* O café robusta para janeiro fechou em alta de 3,4% em 2.270 dólares a tonelada, após subir para um pico de 2.278 – o maior patamar da marca de referência para o segundo contrato desde fevereiro de 2017.

* Operadores disseram que o mercado foi sustentado por uma grande escassez de contêineres no Vietnã, que estava restringindo as exportações, assim como pelas fortes chuvas nas Terras Altas do Centro, que são negativas neste momento, quando a colheita se aproxima.

* Novos surtos de Covid-19 no Vietnã, o maior produtor mundial de robusta, podem prejudicar a coleta da cereja quando a colheita começar no mês que vem.

* Operadores disseram que a interrupção do fluxo de café do Vietnã estava criando aperto no fornecimento de curto prazo no mercado, com primeiro contrato do mês de novembro recebendo um grande prêmio em relação a janeiro.

* O primeiro contrato subiu 5,3% no primeiro dia do aviso do contrato.

* O café arábica para dezembro fechou em alta de 5,55 centavos de dólar, ou 2,7%, em 2,081 dólares por libra-peso.

AÇÚCAR

* O açúcar bruto para março fechou em alta de 0,27 centavo de dólar, ou 1,4%, em 19,26 centavos de dólar por libra-peso.

* Operadores disseram que o mercado obteve algum suporte de dados mostrando que a produção de açúcar na importante região Centro-Sul do Brasil, durante a primeira quinzena de outubro, caiu 56% em relação ao mesmo período do ano anterior.

* A alta de 7% no preço da gasolina no Brasil, a partir desta terça-feira, também ajudou a impulsionar o mercado, aumentando o incentivo ao uso da cana-de-açúcar no Brasil para a produção do biocombustível etanol em vez de açúcar.

* Mas a produção no país deve se recuperar no ano que vem, após fortes chuvas em outubro.

* O açúcar branco para dezembro avançou 5,90 dólares, ou 1,2%, a 511,30 dólares a tonelada.

(Reportagem de Marcelo Teixeira e Nigel Hunt)

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