O brasileiro começou 2020 mais otimista com a economia, em especial com sua situação pessoal de emprego e renda, diz pesquisa do instituto MDA encomendada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) e divulgada nesta quarta-feira (22). Na esteira desse cenário, cresceram as aprovações ao governo federal e à atuação do próprio presidente Jair Bolsonaro.

Entre agosto do ano passado e janeiro deste ano, aumentou de 36,6% para 43,2% o percentual de brasileiros que acreditam que a situação do emprego no Brasil “vai melhorar”. Também aumentou a parcela que estima que a situação ficará igual (32,9% para 35,4%), ao passo que caiu consideravelmente o percentual pessimista (de 28% para 18,9%).

Além de se manterem empregados, os entrevistados também estão mais otimistas com as próprias rendas mensais. O percentual que acredita que estará ganhando mais nos próximos seis meses passou de 28,3% para 34,3% e os mais pessimistas passaram de 16,8% para 11,0%. Nesse caso, a maior parte segue no meio termo — os que imaginam que permanecerão no mesmo patamar ficaram estáveis em torno de 51%.

Aprovação de Bolsonaro sobe. Se a última pesquisa CNT/MDA, divulgada em agosto, trazia notícias ruins ao presidente Jair Bolsonaro, neste novo levantamento o governo tem motivos para comemorar.

O percentual de entrevistados com opiniões positivas (classificações “ótimo” ou “bom”) sobre a administração federal subiu de 29,4% para 34,5%, enquanto os sinais negativos (“ruim” ou “péssimo”) caíram de 39,5% para 31,0%. O percentual de brasileiros que consideram o governo regular passou de 29,1% para 32,1%.

A análise do desempenho pessoal do presidente Jair Bolsonaro mostrou um país ainda muito polarizado. Segundo a pesquisa CNT/MDA, são praticamente idênticos os percentuais de entrevistados que aprovam (47,8%) e desaprovam (47,0%) a forma como Bolsonaro conduz o governo.

Novo gargalo: a saúde. O levantamento registrou um descontentamento consistente dos brasileiros com a situação da saúde pública no país.

É neste tema que 71,6% dos entrevistados pedem que o governo se concentre nos próximos anos, percentual consideravelmente acima das demais áreas citadas. Entre o um quarto dos questionados que o Brasil é um país pior após um ano do governo Bolsonaro, piora da saúde também é citada como a segunda principal razão (para 42,7%) para essa avaliação.

2022. O levantamento sondou as projeções para as eleições gerais de 2022 no Brasil. A pesquisa foi feita de forma espontânea, ou seja, quando não são oferecidos nomes de possíveis candidatos aos eleitores.

O presidente Jair Bolsonaro, que tenta criar o seu partido Aliança pelo Brasil, aparece com 29,1%, seguido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 17,0%, hoje inelegível pela sua condenação na Operação Lava Jato.

Na sequência aparecem o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 3,5%, o ministro da Justiça Sergio Moro (sem partido), com 2,4%, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), com 2,3% e o empresário João Amoêdo (Novo), com 1,1%.

A pesquisa CNT/MDA ouviu 2.002 pessoas, entre os dias 15 e 18 de janeiro de 2020, em 137 municípios de 25 unidades da federação. O levantamento tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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