O Brasil subiu para a 105ª posição no ranking de 162 países e territórios incluídos no Economic Freedom of the World: 2020 Annual Report, divulgado pelo Centro Mackenzie de Liberdade Econômica em conjunto com o Fraser Institute do Canadá. No ano passado, o Brasil o país estava na 106ª colocação.

A melhora foi pequena, mas foi o terceiro ano consecutivo de alta no ranking de liberdade econômica– em 2015, o país estava na posição 121.

“O Brasil mostrou perda de ritmo em sua recuperação. Mantivemos posição praticamente igual ao ano anterior e não conseguimos retomar ainda as posições que tínhamos antes de 2013. Em outras palavras, a liberdade econômica tem se recuperado muito lentamente no país”, Vladimir Fernandes Maciel, coordenador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica.

Segundo ele, ainda há muito por fazer para que “o nosso ambiente de negócios floresça e a população seja próspera, com as reformas tão comentadas”.

Não dá para para comemorar muito mesmo. O Brasil recebeu a nota 6,56, ficando atrás de diversos vizinhos como: Chile (14º – 7,96), Panamá (26º – 7,80), Peru (29º – 7,79), Guatemala (35º – 7,70), Costa Rica (39º – 7,62), República Dominicana (46º – 7,58) e El Salvador (56º – 7,41).

Assim, com a posição 105, o Brasil passa a ficar à frente apenas de Equador (110º – 6,46), Bolívia (116º – 6,30), Argentina (144º – 5,78) e da última colocada Venezuela (162º – 3,34).

Qual o contexto? Os organizadores do ranking dizem que houve um expressivo aumento na liberdade econômica dos países da América Latina e Caribe. As mudanças que mais chamam atenção são a da República Domicana, que subiu 31 posições, e o Peru, que subiu 13.

Quem lidera esse ranking? Hong Kong e Cingapura seguem no topo do índice, ocupando o 1º e 2º lugar, respectivamente. Nova Zelândia, Suíça, Estados Unidos, Austrália, Ilhas Maurício, Geórgia, Canadá e Irlanda completam o top 10.

Quem são os lanterninhas? Estão no fim da fila: República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Zimbábue, República do Congo, Argélia, Irã, Angola, Líbia, Sudão e Venezuela. Ditaduras como a Coreia do Norte e Cuba, não podem ser classificados por falta de dados.

O que é esse índice? Ele mede a liberdade econômica (níveis de escolha pessoal, capacidade de competir nos mercados, segurança da propriedade privada, Estado de Direito, etc.) analisando as políticas e instituições de 162 países e territórios.

Por que isso é importante? De acordo com pesquisas das principais revistas acadêmicas, as pessoas que vivem em países com altos níveis de liberdade econômica desfrutam de maiores prosperidade, liberdades políticas e civis e expectativas de vidas. “Onde as pessoas são livres para buscar suas próprias oportunidades e fazer suas próprias escolhas, elas levam vidas mais prósperas, felizes e saudáveis”, conclui Fred McMahon, diretor de pesquisa em liberdade econômica do Fraser Institute.

Como é a nota do Brasil foi formada?  Veja abaixo:

▪ Tamanho do governo: subiu para 6,86 ante 6,85 no relatório do ano passado
▪ Sistema jurídico e direitos de propriedade: caiu para 5,02 ante 5,11
▪ Credibilidade monetária: caiu para 9,31 ante 9,36
▪ Liberdade para negociar internacionalmente: manteve 6,84 como no ano anterior
▪ Regulação de crédito, trabalho e negócios: subiu para 4,77 ante 4,56

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