SÃO PAULO (Reuters) – O Brasil subiu quatro posições no ranking de uma publicação que mede a atratividade para investimentos em energias renováveis, e agora ocupa o 11º lugar, sendo o primeiro colocado da América Latina, apontou a empresa de consultoria e auditoria EY.

Os Estados Unidos continuam na primeira colocação, seguidos de China e Índia, que passou da sexta para a terceira posição, conforme a 57ª edição do Índice de Atratividade de Países em Energia Renovável (RECAI, na sigla em inglês).

À frente do Brasil aparecem ainda países como Reino Unido (4º), França (5º), Austrália (6º) e Alemanha (7º), em um mercado que registrou no ano passado investimentos de mais de 300 bilhões de dólares em nova capacidade de energia renovável.

A EY citou que o Brasil está avançando com os planos para regulamentar o mercado de energia eólica offshore (no mar).

“Atualmente, (o Brasil) não possui turbinas nos seus 8 mil km de costa atlântica, mas um novo projeto de lei foi proposto no Congresso em fevereiro, e, se aprovado, abrirá o setor”, disse a empresa de consultoria.

Segundo a EY, o setor de energia eólica offshore no Brasil poderia “ter um forte crescimento” também pela velocidade dos ventos do país, adequada à fonte.

A empresa citou que Equinor e Iberdrola a já buscaram licenças para 4 GW e 9 GW, respectivamente. Total e Enauta também manifestaram interesse, segundo a EY.

Além de medir a atratividade de investimentos em energia renovável, o RECAI também reflete as oportunidades de implantação, em momento em que as metas de meio ambiente, sustentabilidade e governança estão cada vez mais presentes na agenda dos investidores.

Sobre os líderes do ranking, a publicação citou que, com o presidente Joe Biden, os EUA estão inaugurando uma “nova era” de políticas de energia para deixar a nação mais distante dos combustíveis fósseis, começando com a reativação do Acordo de Paris.

Biden ainda prometeu que os EUA vão cortar as emissões de gases de efeito estufa em até 52% até 2030, com base em níveis de 2005.

A EY também citou investimentos em energia eólica no mar nos EUA, e o rápido crescimento da fonte que acontece também na China.

A publicação disse que a China adicionou “impressionantes” 72,4 GW de nova energia eólica em 2020, incluindo 48 GW apenas em dezembro, quando os desenvolvedores correram antes do corte de subsídio para energia eólica onshore (em terra).

A China não aprovará mais projetos eólicos subsidiados em terra após 2020, e instalou 3 GW de eólicas no mar no ano passado, representando cerca de metade da nova capacidade global, com o país liderando o ranking desses novos projetos pelo terceiro ano consecutivo.

(Por Roberto Samora)

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