O saldo de empresas criadas em 2018 ficou negativo em 65,9 mil, segundo dados do estudo Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo, divulgado hoje (22) pelo IBGE. Naquele ano, foram abertas 697,1 mil empresas, enquanto outras 762,9 mil fecharam as portas. Foi o quinto ano seguido de saldo negativo de criação de empresas.

Entre 2013 e 2018, o país perdeu 382,2 mil empresas. Ou seja, o país mais fechou do que abriu novas companhias.

A redução foi puxada pelos segmentos de comércio. Por outro lado, saúde e serviços sociais, embora sem participação expressiva, foi o setor que mais contribuiu no saldo de empresas criadas.

“O comportamento de saída e entrada de empresas tem relação direta com a atividade econômica do país. Só em 2014, 218 mil fecharam as portas. Nos anos seguintes, esse movimento continuou, mas num patamar menor, refletindo a atividade econômica do período, que vem sendo fraca desde então”, afirma o gerente do estudo, Thiego Gonçalves Ferreira.

O levantamento do IBGE considera somente as entidades empresariais, excluindo os MEIs (Microempreendedores Individuais), órgãos da administração pública, entidades sem fins lucrativos e as organizações internacionais que atuam no país.

Taxa de mortalidade

Em cinco anos, apenas 36,3% das empresas sobreviveram e estavam em funcionamento em 2018. Quanto maior o porte, maior a taxa de sobrevivência. Naquele ano, 96,5% das entidades com mais de 10 funcionários sobreviveram.

Entre os que não tinham assalariados, a taxa de sobrevivência foi de 74,4%. Das com um a nove trabalhadores assalariados, a taxa chegou a 91,4%.

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