SANTIAGO (Reuters) – O Chile anunciou nesta quinta-feira que o Brasil entrou como parceiro na construção do primeiro cabo de fibra ótica submarino a conectar a América do Sul à Ásia, uma iniciativa que promete fortalecer a conectividade de 270 milhões de pessoas no continente.

O ministro das Relações Exteriores do Chile, Andrés Allamand, disse aos repórteres que a decisão brasileira de se unir formalmente à iniciativa foi crucial para tornar o cabo de 388 milhões de dólares e 13.180 quilômetros uma realidade.

“A incorporação do Brasil a este projeto lhe dá uma viabilidade econômica definitiva, e ao mesmo tempo uma viabilidade política definitiva também”, disse Allamand.

A Argentina já se uniu ao projeto, e Allamand disse acreditar que Paraguai, Uruguai e Bolívia também se filiarão.

Um estudo de viabilidade chileno estabeleceu que a melhor rota para o cabo se estenderá da cidade portuária de Valparaíso, no Oceano Pacífico, até a Nova Zelândia e de lá para Sydney, na Austrália, onde pode se conectar a linhas da Ásia.

Os ministérios brasileiros das Relações Exteriores e das Comunicações disseram em um comunicado conjunto nesta quinta-feira que os países envolvidos logo iniciarão conversas sobre o financiamento e os detalhes técnicos do cabo.

“O projeto também completará a conexão por fibra ótica do Brasil com seus vizinhos, consolidando a infraestrutura digital regional e posicionando o Brasil como líder da transformação digital e do mercado digital na região”, disseram os ministérios no comunicado.

(Por Dave Sherwood em Santiago; reportagem adicional de Lisandra Paraguassu em Brasília)

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