Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) – O ministro da Defesa, Walter Braga Netto, negou nesta quinta-feira os relatos de que teria feito chegar ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), ameaças de que não haveria eleição no ano que vem sem aprovação da proposta de voto impresso, que tramita na Casa.

“O ministro da Defesa não se comunica com presidentes de outros Poderes por meio de interlocutores. Trata-se de mais uma desinformação que gera instabilidade nos Poderes da República em um momento que exige a união. O Ministério da Defesa reitera que as Forças Armadas atuam e sempre atuarão dentro dos limites previstos na Constituição”, disse o ministro, lendo uma nota oficial durante cerimônia no ministério.

Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo desta quinta-feira informou que Braga Netto teria feito chegar a Lira que as eleições de 2022 não aconteceriam sem a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional que prevê a implementação do voto impresso no país.

A proposta ainda está em análise em uma comissão especial, mas os sinais até agora é que deve ser derrotada e nem mesmo chegar ao plenário da Câmara.

Braga Netto defendeu em sua nota a adoção de mais “transparência” nas eleições e afirmou que a discussão sobre o voto impresso é “legítima” e está sendo feita pelo Congresso.

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu celular? Estamos no Telegram (t.me/seisminutos) e no WhatsApp (https://6minutos.uol.com.br/whatsapp).