O Bradesco, segundo maior banco privado do Brasil, divulgou nesta terça-feira (dia 4) que alcançou um lucro recorrente de R$ 6,5 bilhões no primeiro trimestre, alta de 73,6% na comparação com igual período de 2020. Em relação ao quarto trimestre, houve uma queda de 4,2%.

“Em relação ao trimestre anterior apresentamos leve redução em nosso lucro líquido, reflexo, em parte, da menor atividade econômica no primeiro trimestre de 2021 e a sazonalidade de fim de ano observada no quarto trimestre de 2020. Nosso resultado operacional apresentou crescimento em todos os períodos comparativos”, disse o Bradesco em seu balanço.

O lucro recorrente superou estimativa média de analistas de, que era de R$ 6 bilhões, segundo dados da Refinitiv.

Veja outros destaques do balanço do Bradesco (em relação ao 1º trimestre de 2020):

  • Despesas operacionais: queda de 4,7%
  • Carteira de crédito expandida: R$ 705,2 bilhões, alta de 2,6%

No balanço, o banco destacou que houve uma forte aceleração da carteira de crédito para pessoas físicas, com destaque para crédito pessoal, consignado e financiamento imobiliário, que são linhas com menor inadimplência e taxas de juros mais baixas.

Provisões para calotes

Assim como o Itaú Unibanco, que divulgou balanço na noite de ontem, o Bradesco também reduziu as provisões para inadimplência.

Em nota, o presidente do banco, Octavio de Lazari, afirmou que a recuperação das economias da China e dos Estados Unidos e a alta dos preços das commodities impactaram positivamente o Brasil. “Por esses fatores somados, sentimos que podemos sair gradativamente da agenda defensiva para buscar novos negócios e oportunidades, e ampliar o volume operacional”, disse.

(Com a Reuters)

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