Em meio às críticas internacionais de investidores ao Brasil por causa do desmatamento crescente na Amazônia, os três maiores bancos privados do país, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander, divulgaram um plano para contribuir com o desenvolvimento sustentável na região.

O projeto, que inclui medidas para estimular a conservação ambiental e garantir os direitos da população amazônica, foi apresentado nesta quarta-feira (dia 22) ao governo federal.

As três instituições financeiras não informaram quanto investirão no projeto.

Quais são as ações apresentadas no plano? Os três bancos divulgaram uma lista de pontos considerados prioritários dentro do projeto. São eles:

  • Estímulo às cadeias sustentáveis na região, como produção de cacau, açaí e castanha, através de linhas de financiamento com taxas de juros menores
  • Viabilização de investimentos em infraestrutura básica para desenvolvimento social, como energia, internet e saneamento
  • Atração de investimentos e promoção de parceiras para desenvolver tecnologias que impulsionem a bioeconomia (modelo econômico que se baseia na sustentabilidade)
  • Apoio para atores e lideranças locais que trabalhem em projetos de desenvolvimento socioeconômico na região

Segundo material divulgado pelos bancos, a atuação será coordenada com o governo, com as ações alinhadas com políticas públicas.

Em que contexto se dá a ação? O governo brasileiro vem sendo cada vez mais pressionado por representantes do setor privado nacional e internacional para que o forte aumento das queimadas na Amazônia durante a gestão Bolsonaro seja contido.

Muitas instituições financeiras internacionais vêm inclusive ameaçando retirar investimentos do país por causa do problema.

Quais os próximos passos? Os bancos informaram que irão estabelecer um conselho de especialistas com diferentes experiências e conhecimentos sobre as questões sociais e ambientais envolvendo a Amazônia.

Esse grupo será responsável por auxiliar nos desdobramentos dos planos, cujas ações estão previstas para começar ainda este ano, e na criação de métricas e objetivos alinhados aos desafios locais.

O que disseram os presidentes dos três bancos sobre o projeto? No material de divulgação da iniciativa, Bradesco, Itaú e Santander divulgaram frases dos seus presidentes sobre o projeto.

Octavio de Lazari Junior, presidente do Bradesco

“Queremos dar passos concretos para tornar discurso em realidade. A Amazônia não é um problema. O ato de proteger a Amazônia guarda boa parte das respostas corretas para um mundo que tem dúvidas e incertezas.”

Candido Bracher, presidente do Itaú Unibanco

“Temos presente a nossa responsabilidade como agentes importantes do sistema financeiro e compartilhamos as mesmas preocupações a respeito do desenvolvimento socioeconômico da Amazônia e da conservação ambiental.”

Sérgio Rial, presidente do Santander Brasil

“A dimensão do desafio impõe uma atuação firme e veloz a todos os atores que puderem participar da construção de um modelo de desenvolvimento sustentável para a Amazônia, que inclua as necessidades da população e de preservação dos nossos recursos naturais.”

 

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