O presidente Jair Bolsonaro cancelou a sua ida ao Fórum Econômico Mundial, que acontece neste mês de janeiro em Davos, na Suíça. A informação foi revelada pelo porta-voz da presidência da República, o general Otávio Rêgo Barros, nesta quarta-feira (8)

Na apresentação aos jornalistas, Barros afirmou que a decisão se deveu a aspectos econômicos, de segurança e políticos. Apesar de ressalvar que “não é exclusivamente por questões de segurança” que a ida foi cancelada, a declaração do general ocorre em meio a um momento de tensão na política internacional, em decorrência dos conflitos militares entre os Estados Unidos e o Irã.

O Brasil ficará sem representante em Davos? Não. O ministro da Economia, Paulo Guedes, representará o governo brasileiro no evento, a partir do dia 20. Ele deve se ausentar alguns dias antes para participar de um outro evento em São Francisco, nos Estados Unidos, na semana anterior.

Na Suíça, Guedes deve ter agenda cheia, com reuniões com executivos de empresas de diversos setores. A programação prévia inclui nomes de companhias dos setores financeiro, de energia, de tecnologia e de bebidas.

Entre esses encontros, estão o presidente da Microsoft, Brad Smith, o presidente da empresa de entregas UPS, Nando Cesarone, os CEOs da Coca Cola, James Quincey, da Uber, Dara Khosrowshani e da Chevron, Mike Wirth. Algumas das reuniões ainda estão pendentes de confirmação.

Apesar de ter cancelado a ida à Davos, o presidente Jair Bolsonaro manteve a previsão de uma viagem para a Índia no final do mês. Mais uma vez, a se confirmar a viagem, Bolsonaro deve estar acompanhado do ministro Paulo Guedes, que seguiria direto para o país.

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