O presidente Jair Bolsonaro admitiu nesta quinta-feira (13) que há sim discussões internas no governo sobre furar o teto de gastos públicos, acrescentando que a intenção é arranjar recursos para obras no Nordeste, e ainda fez críticas ao mercado financeiro, cobrando “patriotismo”.

Bolsonaro disse, em transmissão feita por redes sociais, que, em razão da pandemia, a emenda constitucional que permitiu gastos extraordinários –batizada de PEC da Guerra– autorizou o governo a furar o teto de gastos em R$ 700 bilhões.

O presidente revelou que foi questionado sobre furar o teto em mais R$ 20 bilhões, e detalhou que a intenção de “arranjar” esses recursos seria para obras e ações no Nordeste, citando a revitalização do Rio São Francisco.

Bolsonaro criticou aqueles que disseram que já haveria “tudo articulado” para se furar o teto. Sem citar o nome do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ele cutucou-o indiretamente ao afirmar na transmissão que disseram no “outro Poder” que não vão aceitar jeitinho para driblar a emenda constitucional que limita o crescimento das despesas públicas.

O presidente disse ainda que a questão foi discutida porque todo mundo quer mais recursos e ele dá liberdade para que o debate seja realizado.

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