O bitcoin está tentando ultrapassar a marca de US$ 40 mil, mas não está conseguindo romper a área de resistências. Também está com dificuldades para fechar em um valor acima da média dos últimos 100 dias.

“O bitcoin voltou a um momento negativo com a dificuldade que está de romper a resistência e ultrapassar os US$ 40 mil. Talvez a realização de lucro ainda não tenha acontecido”, diz Craig Erlam, analista sênior da OANDA. Para ele, US$ 36 mil é um patamar para ser observado, porque coincide com a resistência vista em junho e no começo de julho.

A moeda caiu 6,1% durantes as horas de negociação de Nova York nesta quinta, chegando a US$ 37,326, o menor nível em mais de uma semana.

Apesar de comentários positivos de Elon Musk e as especulações sobre a Amazon passar a aceitar a criptomoeda como forma de pagamento, que ajudaram a aumentar a cotação do bitcoin, os ganhos foram se perdendo a medida que a moeda fica mais na mira de reguladores.

Embora alguns estrategistas tenham dito que o recuo era previsto, outros dizem que existe uma nova pressão do Congresso para exigir que as transações de criptomoedas sejam relatadas à Receita Federal, o que poderia gerar projetos de impostos indesejados.

O presidente da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, Gary Gensler, afirmou que os reguladores podem estar mais abertos a um ETF bitcoin, mas a notícia desapontou fãs da criptomoeda.

“Nós não aconselhamos nenhum dos nossos clientes a entrar nessa. Agora, é incerto demais entrar neste tipo de ativo. O gerenciamento da volatilidade para as criptomoedas não combina com o perfil de risco dos clientes”, afirma Carter Henderson, gerente de portfólio da Fort Pitt Capital Group.

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu celular? Estamos no Telegram (t.me/seisminutos) e no WhatsApp (https://6minutos.uol.com.br/whatsapp).