Quais as perspectivas para a economia global em 2020? Quem deve puxar o crescimento?

Para muitos analistas, a força virá das economias emergentes. Bancos centrais de mercados em desenvolvimento devem começar o ano afrouxando novamente a política monetária — leia-se reduzindo os juros básicos –, o que pode sustentar a economia mundial em um momento em que países desenvolvidos têm pouca margem de manobra.

Quem está nessa situação? O banco central da Argentina reduziu a taxa básica de juros na última quinta-feira (dia 9). Em entrevista em Bangkok, o presidente do Banco da Tailândia disse que vai reduzir restrições contra saídas de capital a fim de segurar a valorização da moeda local.

O que dizem os analistas? “Os bancos centrais de mercados emergentes ainda têm espaço para cortar os juros no início de 2020, já que a inflação permanece próxima do limite inferior da meta e das médias históricas”, afirmou Hak Bin Chua, economista sênior do Maybank Kim Eng Research, em Cingapura.

E o Brasil? Por enquanto, o mercado em sua maioria acredita que a taxa básica de juros será mantida em 4,5% ao ano na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), no início de fevereiro.

Qual a previsão de crescimento para os emergentes? O Banco Mundial prevê recuperação modesta da economia global, para uma alta 2,5% em 2020 (versus o ritmo de 2,4% do ano passado). Cerca de 90% da aceleração deve vir de apenas oito países: Argentina, Brasil, Índia, Irã, México, Rússia, Arábia Saudita e Turquia.

(Com a Bloomberg)

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