Por Balazs Koranyi e Francesco Canepa

FRANKFURT (Reuters) – O Banco Central Europeu (BCE) prometeu nesta quinta-feira manter as taxas de juros em mínimas recordes por ainda mais tempo para ajudar a inflação na zona do euro a subir para sua meta de 2%.

O banco central dos 19 países que usam o euro disse que não vai aumentar os juros até que veja a inflação alcançar sua meta de 2% “bem antes do fim de seu horizonte de projeção e de forma durável”. A inflação ficou abaixo desse nível pela maior parte da última década.

A mensagem provavelmente tem o objetivo de fazer com que as expectativas para a primeira alta de juros do BCE desde 2011 sejam jogadas ainda mais para frente, já que a inflação na zona do euro não deve alcançar 2% por pelo menos dois anos, segundo estimativas do próprio BCE.

“O Conselho espera que as taxas de juros do BCE permaneçam em seus níveis atuais ou mais baixos até que veja a inflação alcançar 2% bem antes do fim do seu horizonte de projeções e de forma durável pelo restante do horizonte de projeções e até que julgue que o progresso realizado na inflação esteja suficientemente avançado para ser consistente com a estabilização da inflação em 2% no médio prazo”, disse o BCE.

“Isso pode também implicar um período transitório em que a inflação fique moderadamente acima da meta”, acrescentou.

A orientação anterior do BCE dizia que o banco iria manter os juros onde estavam até que estivesse satisfeito com a convergência das expectativas de inflação para sua meta e que pararia de comprar títulos segundo seu programa de afrouxamento quantitativo pouco antes disso.

A mudança na linguagem foi provocada pela nova estratégia apresentada neste mês, quando o BCE prometeu ser “especialmente enérgico ou persistente” e que deixaria a inflação ir acima de 2% porque os juros estão muito baixos.

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