FRANKFURT (Reuters) – O Banco Central Europeu continuará a fornecer amplo apoio à economia atingida pela recessão, mesmo quando seu esquema de compra de títulos de emergência de 1,85 trilhão de euros terminar, disse Klaas Knot, autoridade do BCE, nesta terça-feira.

Com a recuperação na zona do euro em andamento, a emergência também está chegando ao fim, mas a inflação ainda está muito baixa, então o BCE precisará fornecer suporte por meio de uma série de ferramentas de política monetária não convencionais, disse Knot, presidente do banco central holandês, em uma conferência.

“A única coisa sobre a qual estamos falando é a rotação do suporte emergencial para outras formas de apoio não convencional”, disse Knot à National Association of Business Economics.

“Ainda teremos o antigo programa de compra de ativos, ainda teremos os juros negativos em vigor e, mais importante, as operações de refinanciamento de prazo mais longo direcionadas aos bancos”, acrescentou.

Knot foi um dos primeiros no Conselho do BCE a defender publicamente o encerramento do apoio de emergência após o início da recuperação, mas poucos analistas esperam que as autoridades do BCE reduzam o apoio em sua próxima reunião, em 10 de junho.

Knot disse que as perspectivas econômicas agora são as melhores em muito, muito tempo, que o setor de serviços deu uma virada e que o pacote de apoio fiscal de 750 bilhões de euros da União Europeia está a caminho.

Ele também argumentou que o BCE pode estar subestimando o impacto da demanda reprimida entre as famílias e que, uma vez que as poupanças acumuladas sejam liberadas, isso poderia impulsionar o crescimento mais do que o esperado.

Ainda assim, a inflação está fraca, e, mesmo que o crescimento dos preços possa ser um pouco melhor do que se temia anteriormente, não seria o suficiente para resultar em um “ambiente de juros fundamentalmente diferente”, argumentou Knot.

(Por Balazs Koranyi)

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